terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Fogos mudos.

O sol, embolado em nuvens plúmbeas, tenta a todo custo dourar o céu nublado deste fim de tarde de verão.
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Cada raio que perpassa essa parede é um espetáculo único, iluminando pontos isolados do céu, permitindo vislumbrar nuances de azul.
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Nesse mosaico de cinza, azul, dourado e matizes de vermelho é possível perder-se por horas a fio.
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O vento que altera o mosaico revela de súbito raios que cegam os distraídos.
................................................[Agradável sensação de ver a luz].
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Espetáculo em si.
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Brilho pelo brilho.
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Fogos mudos da natureza!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

HOJE!

Hoje me dei conta de que sou feliz! Tá, eu já sabia... Pelo menos tinha uma idéia... Achava... Tá, eu não tinha a menor noção mesmo!

Todos os planos seguindo seus rumos. Trabalhos bem legais. Relacionamento tranquilo. Bons AMigos. E o que falta está sendo providenciado.

Sei que esse é um textinho menos poético. Diferente do ususal neste tão abandonado bloguinho, mas eu precisava.

Hmmm... Ok, vamos ver o que essa descoberta inspira.


Hoje, no silêncio da tarde, constatei o que o mundo ja sabia: Ser feliz é simples!

Felicidade proporcionada por minhas conquistas e mudanças. Mudanças de comportamento e objetivo. Mudanças que ainda ocorrem. Naturalmente.

Na essência restam resquícios de chronos, kairós, eros, filos, ágape, vento, mar, bússola. Estas são marcas na alma. Não sei se cicatrizes, mas marcas com certeza.

Não pretendo retomar esses assuntos tão presentes nos textos anteriores, hoje revisados um-a-um.

Decreto neste momento que nada mais deve ser decretado por aqui. Que a vida seja leve como deve ser. Que o trabalho seja árduo para quem tem objetivos, metas e... sonhos! Hoje me permito sonhar.

"Mas ela diz que, apesar de tudo, ela tem sonhos..."

Felicidade não é um senso comum. Cada um tem um conceito próprio. E cada um a busca ou a afasta como quer.

E, para mim, tudo caminha no seu tempo. Tenho em minhas mãos meu destino.


E não há nada melhor que um fim de tarde feliz e divertido em Ipanema...



(Sexta-feira, 13/11/09)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Ensaio sobre o amor

Sinto como se morresse um pouco a cada dia sem tua presença, sem o som da tua voz, sem a iminência do teu toque, tão suave e viril, que me estremece à memória.

Sinto dissolver meu coração essa mágoa que te causei. Que me causei. Assim, separados. Um de cada vez. Sentindo separadamente o que nunca nos deveríamos provocar juntos.

Juntos no corpo, interligados na alma, entrelaçados no coração.
[Vidas paralelas].

Amo ainda. E hei de eternamente amar. Naqueles quarenta dias, amei. E nos próximos quarenta anos, amarei. Transitivamente. Diretamente. Suavemente.

Parece torto falar em separação por amor. Mas matar por amor que me parece torto. E quem me diga sobre matarmo-nos em vida por amor? Anular o futuro em prol de um presente que, fatalmente, faria esmaecer a possibilidade de um porvir.

Felicidade imediata não é tudo. Aprendi contigo.
[No pain, no gain].

Amo! (Amar, verbo transitivo direto)

Amar-me, antes de amar o outro. Construir um futuro pessoal, antes de prostrar a vida aos pés do amor. Ser sereia que cativa e não o ornamento de aquário, tão frágil e solitário, nadando em círculos, limitado, assistindo a tudo turvamente. Estando dentro, mas não fazendo parte.

Quero o mar. E o veleiro trazendo seu capitão ao sabor do vento em minha direção. De vento em popa, que é tranquilo e eficaz. Afinal, o mar é meu. Tomo minha coroa e reino absoluta, apoiada por Éolo.
[Futuro. Desejo.]

Querer. (Verbo transitivo direto)

Sempre ouvi que antes de sabermos o que queremos, devemos saber o que não queremos. E eu sempre soube o que não queria. E continuo sabendo. Contudo, hoje também sei o que quero. Aonde vou.

O que não sei é quando volto. Como volto. Ou... se volto. Afinal, o Alasca é logo ali... E ninguém está a salvo da escolha errada.

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Abril de 2009. (Postando só pq gostei do texto, mas não faz mais tanto sentido...)