Sinto como se morresse um pouco a cada dia sem tua presença, sem o som da tua voz, sem a iminência do teu toque, tão suave e viril, que me estremece à memória.
Sinto dissolver meu coração essa mágoa que te causei. Que me causei. Assim, separados. Um de cada vez. Sentindo separadamente o que nunca nos deveríamos provocar juntos.
Juntos no corpo, interligados na alma, entrelaçados no coração.
[Vidas paralelas].
Amo ainda. E hei de eternamente amar. Naqueles quarenta dias, amei. E nos próximos quarenta anos, amarei. Transitivamente. Diretamente. Suavemente.
Parece torto falar em separação por amor. Mas matar por amor que me parece torto. E quem me diga sobre matarmo-nos em vida por amor? Anular o futuro em prol de um presente que, fatalmente, faria esmaecer a possibilidade de um porvir.
Felicidade imediata não é tudo. Aprendi contigo.
[No pain, no gain].
Amo! (Amar, verbo transitivo direto)
Amar-me, antes de amar o outro. Construir um futuro pessoal, antes de prostrar a vida aos pés do amor. Ser sereia que cativa e não o ornamento de aquário, tão frágil e solitário, nadando em círculos, limitado, assistindo a tudo turvamente. Estando dentro, mas não fazendo parte.
Quero o mar. E o veleiro trazendo seu capitão ao sabor do vento em minha direção. De vento em popa, que é tranquilo e eficaz. Afinal, o mar é meu. Tomo minha coroa e reino absoluta, apoiada por Éolo.
[Futuro. Desejo.]
Querer. (Verbo transitivo direto)
Sempre ouvi que antes de sabermos o que queremos, devemos saber o que não queremos. E eu sempre soube o que não queria. E continuo sabendo. Contudo, hoje também sei o que quero. Aonde vou.
O que não sei é quando volto. Como volto. Ou... se volto. Afinal, o Alasca é logo ali... E ninguém está a salvo da escolha errada.
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Abril de 2009. (Postando só pq gostei do texto, mas não faz mais tanto sentido...)
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2 comentários:
Fará sentido sempre...
Parabéns, belo texto!
Ninha! Parabens! Entrei no seu blog meio sem saber o que esperar e adorei! Curtindo mto!
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