Ontem (quase) morri. Hoje, reacendi. Deixo arder um resquício da parca chama em meu coração. É quando a mente se aquieta, e é (até) possível meditar.
Ouço de mim os conselhos que me dou. Quem melhor do que eu para me aconselhar com tanta maestria? Quem melhor do que eu para sustentar meus momentos de pesar? Quem melhor do que eu para gritar comigo mesma: “Levante-se! Tome uma atitude!”?
Tomar uma atitude poderia pôr a vida a perder. Mas estou mais forte do que imaginava. É pouco o que me causa. Estou firme e não me abalo (tanto).
Um oceano me conforta. C'est la vie.
Como o etílico recuperado “só por hoje” vivo um dia de cada vez. É confortável assim. E mais que planejar o futuro, construo meu presente, pedra-por-pedra dessa fundação em terreno plano e seguro. E quando for tempo de erguer as paredes que seja para abrigar e proteger “um núcleo de convivência, unido por laços afetivos”.
Que o futuro esteja lá... no futuro. E que o presente seja o melhor que se possa ser hoje.
Porque o futuro... é amanhã.
(04/11/2010 - 21:00)
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
O paradoxo das questões do (meu) ser
Como se faz para esvaziar a cabeça quando se tem um turbilhão nela?
Como se faz para esvaziar um coração que transborda as mais variadas emoções? Que de tantas vive apertado. Aos saltos. Aos pulos.
Como se faz quando se quer mais do que se tem? E quando se tem mais do que se julga merecedor?
Como se faz quando um passo se dá após o outro na direção certa, mas os olhos estão no horizonte que fica, e não no que vem?
Como a certeza do certo se parece tão incerta?
Como atender ao julgamento sem culpa? Como não culpar-se do feito e do não-feito? (Ou do desfeito?)
Como não derrubar lágrimas à noite pelo riso do dia?
Por que a felicidade parece distante dela mesma?
Por que tudo o que busco é do que mais me quero afastar?
(Por que?)
Como se faz para esvaziar um coração que transborda as mais variadas emoções? Que de tantas vive apertado. Aos saltos. Aos pulos.
Como se faz quando se quer mais do que se tem? E quando se tem mais do que se julga merecedor?
Como se faz quando um passo se dá após o outro na direção certa, mas os olhos estão no horizonte que fica, e não no que vem?
Como a certeza do certo se parece tão incerta?
Como atender ao julgamento sem culpa? Como não culpar-se do feito e do não-feito? (Ou do desfeito?)
Como não derrubar lágrimas à noite pelo riso do dia?
Por que a felicidade parece distante dela mesma?
Por que tudo o que busco é do que mais me quero afastar?
(Por que?)
Janaina Freitas.
25/10/2010.
22:58
quinta-feira, 10 de junho de 2010
O peso da tinta na ponta da pena
Quando escrevo, sou eu impressa no papel em forma de tintas e curvas, retas, traços e garranchos. Sou eu de alma desnuda nos altos e baixos, no engano da grafia, na licença poética da concordância, nas reticências dos hiatos do pensamento. E no fluxo das palavras, desejos e instintos. Dando cor e movimento ao balé da caneta sobre o papel. Ou dos dedos sobre o teclado. Ou ainda dos olhos inquietos, olhando para dentro em busca da palavra certa.
Sou um eu quando escrevo. E outro quando me leio.
Há um mundo onde meu pensamento busca os textos. E que não é o mesmo quando volto a perceber a realidade em volta.
Aqui é bege, cinza e tons pastéis.
Lá é realidade e realização.
Lá é a percepção do ser.
Aqui, do [não] ter.
Quando imersa em letras, sou quem sempre quis ser. Sob os holofotes da vida, em frente à platéia, aguardando os aplausos que certamente virão.
Aqui sou platéia de gargalhada muda e palmas surdas. Sou mais uma na multidão, aguardando o momento de subir em um palco que ainda estou montando, para realizar um espetáculo que ainda estou escrevendo.
Sou lembrança do peso da tinta na ponta da pena ao reinventar minhas curvas e a pele lisa num conto de verão.
(Janaina Freitas - 06/08/09)
Sou um eu quando escrevo. E outro quando me leio.
Há um mundo onde meu pensamento busca os textos. E que não é o mesmo quando volto a perceber a realidade em volta.
Aqui é bege, cinza e tons pastéis.
Lá é realidade e realização.
Lá é a percepção do ser.
Aqui, do [não] ter.
Quando imersa em letras, sou quem sempre quis ser. Sob os holofotes da vida, em frente à platéia, aguardando os aplausos que certamente virão.
Aqui sou platéia de gargalhada muda e palmas surdas. Sou mais uma na multidão, aguardando o momento de subir em um palco que ainda estou montando, para realizar um espetáculo que ainda estou escrevendo.
Sou lembrança do peso da tinta na ponta da pena ao reinventar minhas curvas e a pele lisa num conto de verão.
(Janaina Freitas - 06/08/09)
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Mãos frias, coração quente!
O sol aquece o coração de mãos frias.
Todo o mau sentimento desaparece quando as mãos também aquecem.
O calor do sol lembra palavras sábias.
Corpo leve, mente leve.
É assim que deve ser.
Tudo muda aos raios do sol...
Ilumina-se!
A noite se rende.
O sol da manhã revigora
E o crepúsculo o apaga.
Não há nada melhor que um raio de sol aquecendo corações e mãos.
(Janaina Freitas - 06/05/2010)
Todo o mau sentimento desaparece quando as mãos também aquecem.
O calor do sol lembra palavras sábias.
Corpo leve, mente leve.
É assim que deve ser.
Tudo muda aos raios do sol...
Ilumina-se!
A noite se rende.
O sol da manhã revigora
E o crepúsculo o apaga.
Não há nada melhor que um raio de sol aquecendo corações e mãos.
(Janaina Freitas - 06/05/2010)
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