Ontem (quase) morri. Hoje, reacendi. Deixo arder um resquício da parca chama em meu coração. É quando a mente se aquieta, e é (até) possível meditar.
Ouço de mim os conselhos que me dou. Quem melhor do que eu para me aconselhar com tanta maestria? Quem melhor do que eu para sustentar meus momentos de pesar? Quem melhor do que eu para gritar comigo mesma: “Levante-se! Tome uma atitude!”?
Tomar uma atitude poderia pôr a vida a perder. Mas estou mais forte do que imaginava. É pouco o que me causa. Estou firme e não me abalo (tanto).
Um oceano me conforta. C'est la vie.
Como o etílico recuperado “só por hoje” vivo um dia de cada vez. É confortável assim. E mais que planejar o futuro, construo meu presente, pedra-por-pedra dessa fundação em terreno plano e seguro. E quando for tempo de erguer as paredes que seja para abrigar e proteger “um núcleo de convivência, unido por laços afetivos”.
Que o futuro esteja lá... no futuro. E que o presente seja o melhor que se possa ser hoje.
Porque o futuro... é amanhã.
(04/11/2010 - 21:00)
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)
