terça-feira, 21 de novembro de 2006

Compressão.

Sinto compressão na cabeça.
Talvez espaço de menos para pensamentos de mais.
Ou o peso do mundo sobre ela.
Ou, quem sabe, os vários mundos a comprimirem-na.
Talvez a gravidade agindo.
Ou a falta dela noutro mundo.
Há gravidade no mundo dos sonhos?
.
A gravidade...
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A grave idade...
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Agrave idade...
.
Agravei...
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dá...
.
dê...
.

domingo, 5 de novembro de 2006

Vista da janela.

Em cada janela uma vida.
Mosaico de luzes intercaladas.
Vida acesa. Luz apagada.
Janela aberta. Vida fechada.
.
Onde dorme o poeta?
E onde varre a arquiteta?
Onde chora o bebê?
E onde nasce a violeta?
.
Paredes separam histórias, medos e pessoas.
Os sons e os aromas os unem.
Provas cabais da presença do outro.
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Através da vidraça, muitas vidas verticais.
Intocáveis entre si.
Separadas por concreto e indiferença.
A vida corre indiferente.
(Cada um por si).
.
Luzes acendem, outras apagam.
Alterando o mosaico a cada instante.
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Janelas abrem.
Portas fecham.
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E o elevador não pára.