quarta-feira, 10 de novembro de 2004

"Pensar é um ato. Sentir é um fato."

Quanto esforço envidado na árdua tarefa de expôr um fato em palavras. Prefere-se o "ato" a externar o "fato".
Por isso escolhi LETRAS. Para que as palavras, inimigas da maioria, pudessem ser minhas amigas. E hoje posso dizer que as tenho como aliadas. Por vezes me traem, é bem verdade, porém não as temo.
Diga-se tudo.
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"Viver... e não ter a vergonha de ser feliz!!!!!!!"

sábado, 16 de outubro de 2004

"Paz de Jesus e amor de Maria!"

Estar no lugar certo, fazendo a coisa certa e com a pessoa certa... talvez essa seja uma das melhores sensações – se não a melhor – do mundo. A certeza.

Missa da renovação carismática, na “Paróquia de Santo Antônio de Jacutinga”, sexta-feira à noite. Dia do professor. Ambos professores. Unidos. Bênçãos.

Chorei muito. Agradeci muito.

Amor. Fé. Renovação.

(“O que Deus uniu, o homem não separa!”)

Paz...

“Paz de Jesus e amor de Maria!”

domingo, 26 de setembro de 2004

História sem fim.

A história abaixo é verídica, porém está incompleta. Sua continuidade começou a ser escrita em 05 de setembro de 2004.
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“Era uma vez, há muitos anos, uma adolescente que não queria compromisso sério e ainda estava na fase da indecisão e completamente avessa a responsabilidades. Foi quando ela conheceu, no colégio, um jovem, fã de Roberto Carlos e extremamente tímido, mas que contava piadas o tempo inteiro para driblar a timidez.

Eis que esse jovem se encanta pela descompromissada adolescente e esta não se dá conta do fato (“Pensar é um ato, sentir é um fato”. C.L.), mas o jovem é persistente e vai se chegando, tomando conta da vida e do coração da adolescente e, enfim, se declara.

A adolescente está – e é – muito confusa. Não sabe como agir, pois tal sentimento que surge a assusta. Mas ela resolve deixar-se envolver e eles começam um lindo namoro, que tem tudo para ser eterno...

ETERNO???!!!

A adolescente se dá conta que está se envolvendo muito e isso lhe parece bastante perigoso. “Meu Deus! E os outros possíveis namorados?”, pensa a adolescente. Ela não quer compromisso e antes que fique muito sério, ela termina o relacionamento.

Porém a adolescente não lembra que num namoro há duas pessoas. E os sentimentos do jovem? Bem, estes foram ignorados, pois o desespero pela iminência de um compromisso era maior que tudo.

O jovem, puro de coração, cujo primeiro beijo pertenceu à adolescente... ficou só. Ainda tentou argumentar inúmeras vezes, fez declaração em público. Via-se o AMOR nos olhos dele. Mas a covarde adolescente foi irredutível. E o jovem sofreu muito.

Anos se passaram, mas eles nunca perderam completamente o contato, tentaram ser amigos – e são. Seguiram caminhos diferentes, tiveram muitas decepções, cresceram e amadureceram muito.

Mas, um dia, a não-mais-adolescente faz um balanço de sua vida e percebe que nunca fora tão amada como por aquele jovem, hoje um homem. E tenta recuperar esse sentimento, pois se dá conta que sempre o amara. Entretanto, é tarde. Seu amor já tem outra e pensa em casar...

Então o destino os coloca frente-a-frente num momento muito delicado para ambos, já que o relacionamento dele estava “balançado”. Ela tenta argumentar, chora, lamenta, desculpa-se, seduz... E nada surte efeito. Pois esse Homem – em sua mais pura essência – tem compromisso de fidelidade à sua namorada, pois ainda há um relacionamento.

Ela, muito fragilizada, volta à sua vida e ele reata o namoro.

Cada um segue seu caminho.

Mas esta mulher nunca mais será a mesma. Pois sabe que jogou o amor de sua vida fora, quando teve oportunidade de tê-lo completa e eternamente. Por medo, por indecisão e, talvez até, por egoísmo. E nunca mais encontrou quem a completasse como ele.

A adolescente teve todos os que quis e dispensou aquele que poderia ter sido todos em um só.

CARPE DIEN! Esse era o lema dela... Será q vale a pena???”
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No próximo post explico...

quinta-feira, 2 de setembro de 2004

Que venha a calmaria...

Os ventos tanto trouxeram a tempestade quanto levaram as nuvens...
Ventos de boas novas, de bom agouro. Assim espero!

Às vezes te queria ogro.
Poderíamos brigar, xingar, discutir...
Mas, não. Você é quase um gentleman.

Você entende... Me deseja sorte!
Choro. Sou assim.
Você, forte, sereno
Realmente encantador.

Maturidade. O auge.

Veleiro guiado pelo vento.
Genôa, retranca, asa-de-pombo, quilha
Vela-mestra, GPS, carta náutica... leme!

Ninguém ganha,
Ninguém perde.
C’est la vie!

Que venha a calmaria...
Mas ainda não aprendi xadrez!

domingo, 15 de agosto de 2004

Ventos

Que ventos são esses?
Levam as nuvens ou trazem a tempestade?

O vento é frio, invisível e devastador...
Não quero crer na tempestade.

Ventos uivam...
Não quero ouvir.

É mesmo o prenúncio da tempestade.
Sim. (Confirmação)
Enfim!

Vedo as janelas com papel-seda, na torpe ignorância dos perdidos...

Não me desesperarei.
Logo virá a calmaria...
Ah... como anseio pela calmaria.

sábado, 31 de julho de 2004

Jogo da Vida

A vida é um jogo de interesses. E por quê não?! Todos peças de um jogo, movidos por mãos de interesses e estratégias. E por que não?! Como num jogo de xadrez... E como joga-se xadrez? Não sei. E como joga-se a vida? Tampouco. Joga-se. Pronto. Sem regras sobre as regras. Há regras? Implícitas. E por que não?!

Somos todos peões com auto-pseudo-status de reis e rainhas. Mas qual o valor de um peão? (Ainda aprendo xadrez!)

Desconhecedora de xadrez como do jogo da vida. Será que ganha-se em ambos? Xeque mate! E por que não?! Objetivos alcançados, jogo ganho... Será?! (Ainda aprendo xadrez!)

Jogo da vida, interesses “mis”, inúmeros objetivos a alcançar. Decididamente esse não se ganha. Nem se perde. Pobres de espírito aqueles que pensam que estão ganhando por “sobreviverem” apenas. Respirar, viver, morar, comer, vestir. Pronto, jogo ganho. Chronos. Balela!

O interessante é o jogo em si e por si. Jogar é ganhar. Ter sempre objetivos após objetivos. Vidas, moedas, abasteça para continuar a corrida. Don`t stop!

E a vida, esse jogo de interesses – positivos ou não, de acordo com quem joga – só é plena e válida quando joga-se a dois ou em grupo, dependendo da fase do jogo.

Mas, cuidado! Não confunda as fases... a dois é A DOIS! Em grupo é em grupo. Nunca mesclam-se, porém coexistem. E por que não?!

Ainda aprendo xadrez!
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Este post é um compromisso. Posto para quem presenciou a criação deste texto e o elogiou bastante. Pessoa muito importante para mim e cuja opinião é essencial. Espero que este amigo "Anonymous" continue freqüentando este humilde blog.

Sweetheart, vc ainda é muito importante para mim e sempre será. Pretendo ter tua eterna amizade.
Be happy...

segunda-feira, 19 de julho de 2004

Confissões de amor

Amo. Louca, torta, intensa e insanamente. Queria, por Deus, não amar. Juro! Mas é mais forte... Meu racional ama, meu passional ama. Pronto, eis toda minha alma exposta. Eis meu maior segredo revelado. Inclusive para mim. (Lágrimas!)

Amo quem? Ora! Quem seria? Não se faça de rogado... Sabes bem.

É por medo de amar e do próprio amor... Por não suportar a ausência da pessoa que conheci, que me calo. Aproveito os minutos – horas (graças!) – ao lado desta outra pessoa em quem se transformou meu amado. Sinto seu amor - era isso? – esvaindo-se. Afasta-se. Frio. Namorados? De jeito nenhum. Amigos que eventualmente se amam (Eros). Que pena.

”Não” ao compromisso. Insegurança. Vive aí que eu vivo aqui... Se couber, te encaixo... Balela!

Tento recuperar o sentimento. Envio novamente antigos poemas compartilhados. Não surte efeito. Em vão. Que pena.

Quero tudo como era! Quero a certeza da escolha de volta! Quero não amar mais! Quero ser feliz! Quero não querer tanto! Te quero!

Porque essa palavra, tradutora de tão leve sentimento, tem tanto peso? Porque a tememos tanto? Temo também, mais uma vez confesso!

Confesso também minhas preces para não perder esse amor que pensei ter possuído. Acho que não fui merecedora de tamanha dádiva.

Mas o amor não é prisão. Liberte-se! Na alma, no coração. Afasta-te, se é esse o teu desejo. Não me oporei. É a tua vida. Poderia ser a “nossa”... Ainda não. Não quero atrapalhar...

Ah! Como é importante a intertextualidade que nos permite confissões e não nos livra das penitências.

quarta-feira, 14 de julho de 2004

Pretensão

A vida se apresenta de formas diferentes a cada dia. Um nascer do sol nunca é igual ao do dia anterior. Seres humanos nascem, crescem, morrem, evoluem, involuem, estagnam... a todo momento. “Y así pasan los días”.

Tentamos dar um sentido às nossas vidas, aos nossos dias. Mas ignoramos solenemente que não há um único sentido. Cada ato, fato, palavra, sentimento, relacionamento é, em si, um sentido, um motivo, uma missão, um prazer... Basta estarmos atentos aos sinais: um amigo, um livro, uma música, um poema, um amor... um olhar.

Pobres mortais somos, tentando descobrir o óbvio, tentando escavar o que está na superfície. A vida é tudo o que nos cerca. E o sentido é tudo o que vivemos. Se for com conteúdo... tanto melhor.

Tentando entender o ininteligível, somos tão pretensiosos.

sábado, 10 de julho de 2004

Intertextualidade

Eis que o bicho do silêncio público/oral me picou e, em contra-partida, o bicho da manifestação escrita veio dar-me o antídoto parcial. Melhoro, não me curo.

Fala-se melhor com os olhos e com o coração, penso assim. Mas como tornar público? E para quê tornar público? Enfim, escrevo, somente.

Palavras, o vento leva... já diz o “lugar comum” – mas só as pronunciadas, pois o som se propaga no ar. Então, palavras no papel estariam meio-seguras? Quem sabe? Prendo-as. Acorrento-as num papel, antes, num papiro (virtual). Enrolo e guardo na mente alheia para que não se perca. Como “batatinha quando nasce”. Que todos saibam! Que nunca morra. Que não mais “espalhe a rama”. Que “se esparrame”. Assim permito. Se me for permitido permitir qualquer coisa.

Clarice inspira. E expira vida. Fernando Sabino, Fernando Pessoa, Luiz Fernando Veríssimo... Fernandos, quantos! São sempre muito importantes em nossas vidas... Deveríamos prestar mais atenção a todos os Fernandos. Os bons e os maus. Os gordos e os magros. Os brancos e os negros. Os que escrevem e os que filosofam. E os outros nomes, não têm importância? Claro que têm: São todos Fernandos, por assim dizer. Os Josés, os Joões, os Marcelos, os Ronaldos... São todos Fernandos. Ah! Como é santa a falta da intertextualidade que nos salva das confissões e nos livra das penitências.

Ando tão calada ultimamente. Vivas por isso! Vivo por isso. (Fogos explodem!!!)

E a frase não me sai da cabeça: “Ultimamente têm passado muitos anos.” (R.B.)

Estréia no Blog!

Às vezes acho que desejo mais do que posso realizar. Sigo os meios que se apresentam, faço todo o possível, envido esforços, liberto-me do que me afasta do objetivo e o fim fica pior. Fim de semestre, fim de curso, fim do mundo. Fim.

Começo. Recomeço. Todo dia. E a vida é isso: Morre-se ao fim do dia para nascer com a aurora seguinte. Com uma nova missão, um novo projeto e o constante livre-arbítrio.

Nasce o novo, morre o velho. 24 horas. Bem que o dia podia ter 28, 30, 40 horas. Ainda assim, quereria mais.

Querer muito, não é querer muitos.