quarta-feira, 10 de agosto de 2005

SEXTO ANDAR

(Ou... Vejo o MAR)
Olho pela janela do sexto andar e vejo o que meu nome põe sob meu domínio. Sou rainha desta paisagem. Seu azul crespo me acalma. Nada nos abala. Nem o pássaro de metal que ameaça tocá-lo. Tampouco os seres a motor que ignoram a força eólica que age.
Ao longe , gigantes espreitam. Tão distantes que parecem peças de xadrez. Eis a torre! Branca. Tão branca quanto a espuma que fica no rastro dos que ignoram o vento.
Movimentos lá fora.
Calmaria aqui dentro.

2 comentários:

Anônimo disse...

Jana, esta maravilha que vc escreveu fez com que eu lembrasse de um poema de Carlos Drummond:
O MUNDO É GRANDE

O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cam e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar.

Anônimo disse...

Hum...

Muito bom...

Andou treinando, ne?! (a linguagem e o espírito)

Sabe, Ninha, calmaria é legal, descansa nosso coraçao, relaxa nossa mente, repousa nossa alma...

(E dá um soninho... Tomara bata uma brisazinha para refrescar e, pelo menos, agitar o mar para fazer ondinha, que tal? Ta, ta, não precisa onda gigante pra gente tomar caixote e machucar ossos, mas um ventinho que traga cheirinho de mar, que balance nossos cabelos, que nos permita brincar um pouquinho só. Hein? Que acha?!)

Sei que sou insistente: você mora no meu coraçao, tá?

Ah, e se bater um tornado ou o negócio virar uma Tsunami (Deus permita que não, nem brincando - mas sabe lá onde nós levamos a vida), "tamos aí", ok?

Beijocas.