segunda-feira, 24 de abril de 2006

Reencontro

Ah! O tempo... Sempre ele!

Consegue mudar uma vida em segundos. E fazer segundos durarem séculos.

Esse é o Kairós.

Capaz de nos dar experiências tantas, num chronos ínfimo.

E o amor – parente do Kairós – nos traz de volta o passado, como se não tivesse havido presente nas últimas três porções de chronos.

(365 partículas de chronos equivalem a uma porção de chronos).

Jurei jamais viver de passado. (Como se a decisão fosse minha!!! rs)

Contudo, pensando bem, não é o passado puro e simples, tal e qual era. Talvez seja um presente com resquícios de passado.

Como um recluso retomando a vida ao deixar o cárcere: “Continuar de onde parou ou recomeçar???” Uma vez a pena paga. Lição tomada. Vida reta.

Assim, por vezes, se apresenta a vida. Nos faz reclusos de nós mesmos para que quando deixemos o cárcere da alma valorizemos a liberdade do cárcere voluntário, imposto – de dentro para fora – pelo amor puro, sincero e verdadeiro.

Um comentário:

Anônimo disse...

O que é o passado? Será que reencontrar alguém do passado é olhar uma pessoa e sentir que sua imagem está em tons de cinza? E quando olhamos alguém que fez parte de nossa vida e que mesmo com o tempo sua imagem continua em cores? Será que esta pessoa não faz parte do passado e sim do presente que se renova a cada instante? Jamais pensei que isso fosse acontecer mas se está acontecendo em minha vida, com certeza não é por acaso. Melhor aproveitar o presente que pensava eu, era passado, pois, esse presente eu também estarei vivendo no futuro.

Marcelo T.